Em busca do novo

Novas tecnologias, com destaque para o mundo digital, têm nos colocado em permanente alerta. Se pararmos, estaremos inapelavelmente condenados ao fracasso

Cidades | Em 11/10/17 às 23h50, atualizado em 11/10/17 às 23h53 | Por Roberto Cavalcanti

Em qualquer segmento que atuemos hoje, sentimos a necessidade de uma atualização cuja velocidade não tem parâmetros históricos.

Novas tecnologias, com destaque para o mundo digital, têm nos colocado em permanente alerta. Se pararmos, estaremos inapelavelmente condenados ao fracasso.

Atuamos em vários setores, porém o da Comunicação é a bola da vez, porque é a janela para o mundo. Penso assim, diferentemente de muitos que, de forma pessimista, encaram esse desafio, já derrotados.

Tenho me posicionado em estado de alerta constante, na cor vermelha. Dessa forma, posso acompanhar e entender os movimentos globais na área. E vejo nas mudanças uma grande oportunidade de nos distanciarmos ainda mais dos concorrentes.

É no contravento que se obtém as grandes vitórias na vela. No vento a favor, é fácil para todos. É a hora do lanche. Ser o primeiro a perceber mudança na sua direção e corrigir rapidamente o rumo, é o que leva a vitória.
Tive a sorte de ter uma sucessão familiar extremamente preparada e competitiva em todas as áreas em que atuamos.

Com que alegria constatei a obstinação de minha filha Beatriz, diretora Executiva do Sistema Correio, que no dia 6 de setembro passado me mandava fotos de suas visitas a empresas de tecnologia na California, costa Oeste dos EUA, no exato momento em que eu estava em visita ao The New York Times, na costa Leste.

Estávamos separados geograficamente por mais de 4,4 mil km, e unidos umbilicalmente no objetivo de manter o Sistema Correio no topo da modernidade, da tecnologia.

A grande constatação é que mudam as plataformas, as velocidades, a materialização dos recebimentos, porém o que determina o sucesso é a credibilidade da informação.

Quando o leitor compra um determinado jornal, ou assina para garantir acesso regular ao produto, faz a opção por conhecer o veículo, por se identificar com sua linha editorial. Confia na informação a partir da história e dos valores da empresa. Quer o seu sabor.

Como ocorre mundo afora, no Brasil temos veículos que tratam a informação com seriedade e os que ‘interpretam’ os fatos a partir de interesses nem sempre óbvios.

Não vamos a uma sorveteria em busca de pão, nem a uma doceria para degustar a melhor pizza. A escolha do fornecedor de informação segue o mesmo princípio.

As âncoras da comunicação mundial têm identidade própria, fundamentos sólidos, baseados em qualidade, empatia e confiança. É assim aqui e lá fora.

O que o Sistema Correio tem que preservar para continuar líder? A sua história, seus posicionamentos, entregar a informação da forma mais prazerosa e veloz para seu consumidor: em casa, no carro, no computador, no tablet, no smartphone.

Agigantou-se a importância da tecnologia na área da comunicação, mas a empresa não pode perder seu DNA, ignorar suas raízes, abrir mão de seus valores. O que lhe diferencia é o que a faz ser âncora.

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